Aqui fica, então!
Bom Natal!! E até à próxima!
Consiste numa colectividade de receptores no processo de comunicação de massas. É utilizado no campo de investigação dos media. A audiência não é, geralmente, observável: não tem espaço real, tem um carácter abstracto, é uma realidade diversa e em mudança.
As audiências são produto social e resposta a um padrão dos media. Podem ser definidas de várias formas: através do local, pelas pessoas, devido ao tipo de canal/meio, conteúdo da mensagem e tempo.
As origens das audiências estão no público de teatro, espectáculos e jogos. As noções passadas referem um ajustamento físico, a um lugar comum. Algumas das características que ainda permanecem são: a organização da visão/audição/ desempenhos, acontecimentos com carácter publico e secular, actos individuais de escolha, especialização de papéis (de autores, actores e espectadores).
A audiência contemporânea difere pela sua dispersão, individualização e privatização.
De acordo com Herbert Blumer, a audiência mediática surgiu da mudança social. Esta audiência é dispersa e os seus membros não se conheciam.
A comunicação de massas era heterogénea/dispersa, apresentando uma comunicação unilateral. O termo “massa”era considerado prejorativo.
A experiência da audiência é pessoal. Muitos media inserem-se em ambientes locais e culturas. A interação gerada desenvolve-se à volta do uso dos media no quotidiano. Estes actuam como presença amiga.
Nos anos 40/50, a investigação debruçou-se sobre a “redescoberta do grupo”. As audiências mostraram ser compostas por várias redes de relações sociais baseadas na localidade e em interesses comuns.
A audiência de rádio e televisão rapidamente se tornou um mercado para o consumo, com serviços e produtos: o chamado mercado mediático. Na formação da audiência enquanto mercado, os membros são consumidores individuais, as fronteiras baseiam-se em critérios económicos, os membros não se relacionam nem partilham uma identidade, e a sua formação é temporária.
A percepção de audiência é influenciada pelos media negativamente. A maior parte do entretenimento popular é conotada como inferior. O sistema de tv comercial e imprensa baseia-se na extracção de mais valias de uma audiência economicamente explorada. Os media necessitam das audiências. Os “índices de audiência” servem para enclausurar uma prática como construção singular.
Estas são variadas e as suas características gerais ajudam a construir, localizar uma identidade social. A pesquisa de audiência tem por objectivo: contabilizar vendas, medir o potencial para fins publicitários, manipular o comportamento de escolha de audiência, melhorar eficácia de comunicação; pretende ainda ir ao encontro das responsabilidades para servir as audiências e avaliar os media.
Quanto mais uma audiência for vista como agregado de indivíduos isolados (ou mercado de consumidores), tanto mais pode ser considerada como massa.
Sempre houve uma tendência de considerar o uso activo dos media como «preferível» ao passivo. Actos individuais de escolha dos media, de atenção e resposta, podem também ser activos, em termos do grau de motivação, atenção, envolvimento, prazer, resposta crítica ou criativa, ligação ao resto da vida, etc.
Há a visão de que as audiências se tornem cada vez mais fragmentadas e percam a sua identidade nacional, local ou cultural. Existirá também uma crescente distância entre ricos e pobres, quanto aos media. Por outro lado, poderão existir mais opções para formação da audiência disponíveis para mais pessoas, bem como maior liberdade e diversidade de comunicação e recepção.
O exemplo mais comum é o conjunto de leitores de um jornal local. Aqui, a audiência partilha pelo menos uma característica de identificação social e cultural.
Muitas das novas tecnologias ajudaram a promover as audiências de grupo. A televisão por cabo contribuiu para desafiar a emissão de massas e, actualmente, a Internet e a World Wide Web promovem novos tipos de audiências parecidas com grupos.
As audiências têm fortes possibilidades de se formarem com base em certos interesses, necessidades ou preferências relacionados com os media. A audiência como público tem uma vasta gama de necessidades e interesses que derivam de características sociais partilhadas, o «conjunto de gratificações».
Este conceito de audiência é identificado pela escolha de um tipo particular de meio. Cada meio – jornal, revista, cinema, rádio, televisão, disco – teve de estabelecer um novo conjunto de consumidores ou adeptos. Este tipo de audiência está próximo da ideia de «audiência de massas: é grande, dispersa e heterogénea, sem organização interna nem estrutura.
Sempre houve controvérsia sobre como apreciar a actividade da audiência típica dos media, bem como sobre o que quer dizer essa actividade.
Biocca propõe cinco versões diferentes de actividade de audiência:
Este texto centra-se num estudo acerca de subcultura, mais especificamente, de que forma este estilo comunica e como o faz.
Vale a pena conferir a página do ICAM referente ao ranking dos filmes mais vistos, desde o mês de Janeiro ao de Novembro.
s", de Gore Verbinski, que levou 634,586 espectadores às salas de cinema.Percorrendo o site do ICAM, é possivel encontrar mais informações com interesse. Alguns dos dados aí apresentados foram-nos úteis na realização do nosso trabalho.
Na sua obra Televisão: das Audiências aos Públicos, Daniel Dayan levanta uma questão central, acerca do melhor conceito a aplicar aos espectadores de televisão (públicos ou audiências). Tal conceito é aplicado (sobretudo) em tv, uma vez que o público tem uma existência duradoura, o que, neste meio, não acontece.
Podemos, então, falar em três tipos de público:
Dayan apoia-se, também, numa definição de público quase filosófica, do autor Pierre Sorlin. Este define seis características de público:
O quase público só passará a público em determinadas (e raras) situações, tais como a manifestação pública da sua posição, através da entrada em determinado grupo.
Assim, em Dayan, a noção de quase público “ilumina” a nova definição de público, que consiste nas seguintes caregorias:
A comunidade virtual
Muitos afirmam que a Internet destrói as necessidades de espaço e tempo numa comunidade. A participação é fragmentada e isolada. Contudo, há que ver que esta nova ferramenta de comunicação tem muitas potencialidades. As comunidades virtuais não são simples chats, indo muito para além disso. Manter uma comunidade exige trabalho: não se limita à ligação virtual. Estas novas comunidades fornecem um sentimento de pertença, respondendo a algumas das necessidades dos indivíduos.
No seio destas comunidades, existem também regras (códigos de conduta, regras de civilidade, proibições), de forma a criar-se uma sensação de estrutura e continuidade.
A palavra escrita é a única forma de comunicação, pelo que deve ser usada adequadamente.
O autor verifica, também, que a forma de discutir ideias difere conforme o sexo do utilizador, sendo os homens tendencialmente mais acertivos.
A Internet potencia, ainda, a exploração de mundos imaginários, sem, no entanto, “desligar” os utilizadores da realidade: criam-se universos paralelos, de escape.
Principais conclusões
As comunidades virtuais potenciam novos tipos de comunicação interpessoal, ligando uma grande diversidade de pessoas, com uma característica comum: serem fãs de algo. Assim, a Internet é uma forma de enriquecimento das vidas dos indivíduos, quando usada apropriadamente. As comunidades virtuais são uma nova forma de ser-se fã e partilhá-lo com outrem.
Tendo em conta que o nosso blogue tem, como tema principal, o cinema, consideramos pertinente incluir, também, determinadas notícias de cinema que consideremos relevantes. Deste modo, no jornal "Público" de dia 12/12/06, surge a seguinte notícia (ver http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1279440):
ooting Stars, que decorrerá em Fevereiro no Festival Internacional de Cinema de Berlim, anunciou hoje o Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM).
De acordo com o jornal diário "Destak", o canal televisivo AXN é agora líder de audiências dos canais por cabo. Segundo dados relativos ao mês de Novembro, fornecidos pela Marktest, o AXN atingiu um share de 3,6%, o que se traduz em 22 700 espectadores. Estes números deixam o AXN em competição directa com os canais generalistas.
Devido às consequências de um acontecimento de cariz astronómico que ocorreu a 23 de Fevereiro de 1987, pode falar-se da chegada de uma nova era: uma na qual profissionais e amadores trabalham juntos. Isto torna-se possível, em grande parte, graças ao uso da Internet enquanto meio de partilha de informações. Esta nova era traz inúmeras vantagens e também algumas questões.
O maior exemplo recente deste fenómeno é a Wikipédia. O termo “wiki” der
iva da palavra havaiana, significando “rápido”. A Wikipédia permite que qualquer utilizador da Internet leve a cabo uma pesquisa, podendo, também, editar o conhecimento por ela disponibilizado. Desta forma, é criada uma gigantesca enciclopédia, disponível online Devido à sua componente inovadora, a Wikipiédia está no centro de grande controvérsia. Esta advém, sobretudo, do facto de se contar com a contribuição de privados não ser a forma habitual de criar enciclopédias, estando a sua elaboração a cargo de indivíduos prestigiados. Em lugar disto, a Wikipédia conta com a self-organizarion. Sendo uma ideia que data de 2001, já em 2005 atingira um enorme sucesso. Este advém, sobretudo, da facilidade a ela aceder. Por outro lado, uma vez que todos podem contribuir, acrescentando ou alterando entradas, praticamente todos os temas são objecto de atenção.
Há casos em que são detectados erros nas entradas da Wikipédia. Estes lançaram um enorme debate acerca da sua fiablididade. A resposta a tal debate é complexa. Se, por um lado, queremos acreditar no que lemos, sabemos que, na Wikipédia, não há alguém que controle os seus conteúdos: são os indivíduos que o fazem. Há,no entanto, quem defenda que esta forma de controlo é realmente produtiva: um erro detectado pode ser facilmente corrigido, o que não acontece numa enciclopédia tradicional. Esta auto-protecção é, portanto, apontada como uma vantagem.
Por outro lado, a quantidade de entradas na Wikipédia é muitíssimo maior que em qualquer outra enciclopédia. Isto torna-a a mas completa enciclopédia que alguma vez existiu. É, também, permanentemente actualizada, pelos seus milhares de utilizadores.
Assim, embora com notórias diferenças de enciclopédias usuais, que geram uma enorme controvérsia, a Wikipédia é a prova de que, tendo as ferramentas disponíveis, todos podemos ser produtores.
Com custos de distribuição e de produção muito baixos, devido à democratização das novas tecnologias, existem vários motivos que levam os indivíduos a ser produtores. Entre eles, destaca-se a reputação. Esta poderá, futuramente, repercutir-se em formas de pagamento e/ou de lucro mais concretas.
Devido à facilidade em criar e distribuir mensagens e conteúdos, há um número crescente de indivíduos que procuram publicar os seus conteúdos. Por exemplo, um escritor poderá ver a sua obra publicada graças ao site Lulu.com. na Coreia do Sul, o trabalho dos jornalistas é ajudado por privados, que lhes enviam notícias de todos os géneros.
Com esta diversidade de insentivos, os indivíduos procuram, cada vez mais, ser ciradores, em lugar de apenas consumidores. A própria indústria do entretenimento poderá beneficiar com esta nova tendência.
Assim, a divisão entre consumidores e produtores está cada vez mais ténue. O consumidor é, também, produtor. Assim se gera a nova “arquitectura de participação”, na qual a democratização dos meios de produção é fundamental.
Este tipo de estudos é de ordem qualitativa, dando conta de como se vê televisão.
Modos de ver televisão
A Telenovela
Uma telenovela tende a estruturar-se em torno de valores culturais existentes em determinada cultura. Assim, é sempre composta por dois elementos: entretenimento e drama.
Verifica-se, então, um duplo movimento:
Para além deste duplo movimento, a autora Irene Mejier identifica 8 elementos fundamentais para o sucesso da novela: valores; diversidade/paleta; representação igual; potencial dramático; género; credibilidade; disponibilidade; consciência social.
Datas importantes na história da telenovela em Portugal
1977: começa a ser emitida a novela “Gabriela", tendo sido um enorme sucesso.
Para o compreender, há que desfazer a ideia de que a telenovela não é uma produção de qualidade. Esta combina vários componentes:
Assim, a novela tem muitas ligações a um conjunto apreciável de artes.
1992: arranque da televisão privada (SIC em ’92; TVI em ’93). Os primeiros anos são de conquista de audiências. Em 1995, a SIC lidera o primetime e, em 1999, é líder em todo o horário de emissão.
A liderança da SIC baseia-se em alguns pontos fortes:
(elementos extra)
Na época de sucesso da SIC, vivia-se uma época de optimismo na actividade privada e expansão económica.
Em 1999, a TVI é parcialmente comprada pela Media Capital, o que leva à alteração da filosofia da estação (tendo esta, entretanto, perdido a sua vertente católica). Aposta-se em:
Assim, a TVI atinge a liderança num período de crise económica, de depressão. Encaixa-se no conceito de “televisão do povo”, que nasce na era da neo-tv (conceito de Eduardo Cintra Torres).
Existem muitas concepções acerca de fãs. Como defini-los, então? Uma das respostas poderá ser considerar aquilo de que os fãs são fãs; isto levaria a outra questão: o que torna popular a cultura popular?Assim, fãs seriam uma elite minoritária, entre a generalidade de consumidores passivos.
Há, portanto, que admitir que, na maioria dos casos, a relação entre a audiência e produtos culturais é activa e produtiva. Os indivíduos procuram conferir a tais produtos significados que lhes digam algo. Deste modo, o mesmo produto pode gerar diferentes interpretações, já que a audiência da cultura popular não é homogénea.
Tanto audiências como produtos estão em constante mudança. Assim, a relação entre ambos deve ser compreendida em contexto. Às relações entre produtos e audiências, localizadas em determinado contexto, chama-se uma “sensibilidade”.
A sensibilidade de um contexto cultural define como produtos e práticas específicas podem ser escolhidos.
A relação de um fã com produtos culturais deriva do afecto. Contudo, o afecto é uma experiência subjectiva, dividindo-se em qualidade e quantidade. O afecto direcciona os nossos interesses, possibilitando, também, que certas diferenças se tornem símbolos de identidade, em determinados contextos.
Os fãs dividem o universo cultural entre o “nós” e “eles”.
Para os fãs, contextos culturais específicos tornam-se “saturados” de afecto: nesses contextos, definem-se escalas de interesse. Estas escalas criam uma coerência de acordo com a qual o fã vive.
O fã só pode ser compreendido num contexto histórico; todos somos fãs de várias coisas. É na cultura de consumo que se faz a transição de consumidor para o fã: são conceitos diferentes.
O fã é activo, investe em determinadas práticas e recebe, como feedback, um sentimento de controlo: sente-se capaz de continuar a procurar “fazer a diferença”.
Num mundo onde o pessimismo vigora, ser-se fã é uma forma de optimismo, de paixão (ambos necessários para se lutar por melhores condições de vida).
Quando o East Centre Mall surgiu na área do consumo em 1992 parecia ser uma combinação entre um oásis turístico e um hipermercado. É o mais importante centro comercial de Helsinki, Filândia. O acesso é facilitado (ligações com o metro e com os autocarros) e a sua estrutura divide-se em duas secções:
- The Boulevard: É a maior e mais recente parte; uma espécie de rua com arcadas e lojas em 3 andares.
- The Passage: É a parte mais antiga e mais pequena;
O facto de se tratarem de uma espécie de ruas tem a vantagem de se conseguir conhecer o espaço rapidamente e de estas “encaminharem” os consumidores.
A abertura de um centro comercial numa cidade pequena tem uma importância muito significante para a vida pública desse local. O East Centre Mall pode ser visto como a criação de um novo tipo de comércio centralizado.
Aquando questionadas as pessoas responderam que as coisas que mais lhes agrada num centro comercial são: a facilidade, a conveniência, o preço barato e o facto de tudo estar concentrado debaixo de um mesmo tecto. As questões centrais são portanto a facilidade e a eficiência, caso estas não existissem, era impossível encarar esta actividade como entretenimento e lazer. 
A área dos restaurantes cria uma tensão entre o familiar e o desconhecido.Estes permitem ao consumidores experimentar diferentes refeições e por não estarem habituados, isto causa uma certa sensação de risco. Contudo, esta é uma “aventura” controlada e que prevê um “final feliz”.
O prazer de comprar e o turismo estão intimamente ligados. Geralmente os consumidores são turistas ou agem como tal. Ir ao centro comercial é fazer uma deslocação, ou seja, ir a um local a qualquer distância e regressar. Os entrevistados admitiram preferir ir a um centro comercial a longa distância do que irem às lojas perto da residência.
Há um paradoxo em ir a um centro comercial conhecido porque sabe-se aonde este é, contudo, podemos “perder-nos” perante a quantidade de bens oferecidos.
Comprar pode ser uma oportunidade para nos divertirmos e termos o nosso próprio tempo de ondependencia e autonomia, é possível estar sozinho sem nos sentirmos sós. No entanto, também é preciso ver o acto de ir às compras como um acto social: É possível passar tempo junto de outras pessoas e em simultâneo partilhar a criação de gostos e estilos. Serve de escape às responsabilidades do dia-a-dia onde as pessoas podem relaxar juntas.
Ir às compras pode associar-se à ideia de ritual (sequencia de acções coerentes que criam e organizam a nossa experiência):
Certas áreas como os cafés são atractivas porque permitem às pessoas pararem, relaxarem e olharem à volta antes de regressarem às compras. A um nível o consumidor está sempre alerta e à espera de adquirir algo novo; a outro nível os consumidores estão muito relaxados (devido ao lado tranquilizador do anonimato). Durante a ida ao centro comercial têm-se novas ideias e isso permite fantasiar sobre nós como outros pessoas. Mais do que segurança, o centro comercial dá confiança, na medida em que permite saber que se volta satisfeito.
O grande desafio não é comprar tudo, mas sim, saber resistir.

De modo a compreender os públicos de centros comerciais, há, primeiro, que compreender o que estes são. Assim, um centro comercial é uma reprodução de um espaço público num espaço privado (embora com algumas restrições, por exemplo, não se pode filmar/fotografar, ou passear o animal de estimação). Contudo, há características que lhe são específicas: O conceito de centro comercial, como nós o entendemos, nasce nos an
os ’80. Isto deveu-se à necessidade de modernizar o país, antes da entrada na então CEE (em 1986): constroem-se estradas, bem como centros comerciais. Estes começam, então, a ser construídos na periferia das cidades, funcionando como pólos dinamizadores das zonas em que se implantam. Com a proliferação do automóvel, o centro comercial é um pólo de atracção e dinamização urbana, fora do centro histórico. Assim, os centros comerciais, de certa forma, reflectem um estilo de vida: Lifestyle Center
Quando à tipologia, podemos dividir os centros comerciais em três categorias:
Os centros comerciais têm, então, necessidade de conhecer os seus públicos. De modo a fazê-lo, o Centro Comercial Colombo elabora dois tipos de inquéritos por ano:
Estes dois tipos de inquéritos permitem saber:
Quanto à tipologia dos centros comerciais, podemos referir duas, sendo estas ainda experimentais e não exclusivas.
Tipologia A – divide os públicos em:
Tipologia B – divide os públicos em: 
Assim, os centros comercias, bem como os hipermercados, são novos espaços, formadores de novos públicos. Os centros comerciais modernos mudam os públicos consumidores, funcionando na lógica de que um indivíduo se pode servir de tudo.
A McDonald’s não se destacou apenas na economia, mas também na cultura popular americana. A abertura de um restaurante destes, num local pequeno, pode ser um importante evento social. Estes também são simbolicamente representados em peças de televisão e em filmes, o que forneça a ideia de ser um “pedaço” da América.
A fast-food introduziu-se de tal forma na sociedade americana que está já presente em algumas empresas e universidades. Isto altera completamente o estilo de vida dos americanos: comer fast-food tornou-se uma realidade presente na vida das crianças americanas; isso afecta de forma grave os hábitos alimentares de miúdos e graúdos.
Segunda as empresas que fornecem este tipo de produtos, os hábitos alimentares devem provir de casa, para que as crianças consigam lidar com o borbadeamento de restaurantes deste tipo. Mas não é só na rua que a fast-food está presente: há cada vez mais livros que ensinam como preparar este tipo de comida em casa.
Outra prova do sucesso é a adopção do prefixo “Mc” em muitas outras empresas, como “Mc Doctors” ou “Mc Sushi”.
O McDonald’s teve sucesso devido:
O McDonald’s levou a algumas mudanças positivas, tais como:
Para as elites, a televisão é encarada como algo de “baixo nível cultural”. Tal ideia deve-se, sobretudo, aos programas de entretenimento light. Programas deste género, bem como a televisão em si cabem na categoria de “cultura popular” (popular culture).Fala-se de cultura popular como forma de divertimento, bem como de enquadramento de grupos marginais.
Populismos e Populismo Cultural
O populismo tem, sobretudo, carácter político, embora nele se inclua, também, uma vertente cultural. Esta vertente cultural aumenta exponencialmente com o surgimento das indústrias modernas de entretenimento e dos meios de comunicação de massas. Assim, a antipatia sentida para com a cultura popular é, muitas vezes, a antipatia para com o seu populismo.
São as classes trabalhadoras quem mais aceita e consome a cultura popular.
Entretenimento televisivo light
Este inclui programas de jogos, de variedades, competições de talentos e, mais recentemente, programas de grande interacção com o público (do it yourself shows).
O entretenimento light existe desde os primórdios da televisão; contudo, já era feito antes do surgimento desta. Continua, no entanto, a reinventar-se, através do uso de novas tecnologias.
As telenovelas e programas de comédia são dois dos géneros de entretenimento light mais populares. Ambos são tendencialmente vistos por pessoas de ambos os géneros e de todas as idades, sendo o estereótipo da sua audiência a família urbana de classe trabalhadora.
Utopia e Populismo
A cultura popular apela a mecanismos afectivos. Daí surge o conceito de sensatez utópica (utopic sensitivity), ou seja, a experiência de sentimentos de abundância, energia, transparência, intensidade e mesmo de comunidade. Assim, esta sensatez utópica é como que uma fórmula de escape para um mundo diferente.
Heroísmo populista
As figuras populares são-no visto terem mais semelhanças que diferenças relativamente a todos nós. Por outro lado, estas só são populares por consentimento da generalidade dos indivíduos. Assim, o herói populista deve agir cuidadosamente, de modo a conciliar ser um dos “outros” sem esquecer aqueles de onde emergiu (um de “nós”).
A família do entretenimento light
Neste tipo de entretenimento, é feita a exploração de sentimentos da esfera privada (“o que é
que sente?”). É este interesse por sentimentos que caracteriza a cultura das classes trabalhadoras. Esta cultura privilegia a palavra dita, a narrativa. Isto transparece no tipo de entretenimento que se consome, estando este carregado de emoção e sentimentos.
É, então, importante (re)pensar este tipo de entretenimento, bem como a responsabilidade que acarreta a aproximação, através dele, a grupos sociais enquanto telespectadores.
Partindo do filme “Super Size Me: 30 dias de Fast Food” (de Martin Spurlock), teve início uma reflexão centrada no tema da cadeia americana McDonald’s. Este filme/documentário tem, sobretudo, o mérito de colocar o tema na agenda dos media, uma vez que pretende criticar o estilo de vida actual, sobretudo da sociedade americana.A McDonald’s tem origem em 1937, quando os irmãos Dick e Mac McDonald abrem um restaurante em Pasadena, Califórnia. Tal restaurante possui já características tayloristas /fordistas:
Em 1954, surge o primeiro franchising, em San Bernardino, Califórnia, através de parceria com Raymond (Ray) Kroc. Já em 1961, os irmãos McDonald vendem marca e restaurantes a Ray Kroc. Este parte para a internacionalização da cadeia, sendo que também cria uma universidade de “hamburguerologia”, na qual se aprendia a cozinhar, atender o cliente, gerir um restaurante, entre outras coisas.
É, portanto, desenvolvido o conceito inicial, através de diversos aspectos:
Na obra “The McDonaldization of Society” (2004), George Ritzer afirma que são muito positivas as novidades introduzidas. Contudo, são também mencionados alguns pontos que considera ser menos fortes:
Estes aspectos (em particular, os quatro primeiros) não são exclusivos da McDonald’s, podendo, também, ser aplicados à actividade empresarial.
A história da McDonald’s está explicitada no site da empresa:
http://www.mcdonalds.com/corp/about/mcd_history_pg1.html
O texto 10 da sebenta (que será futuramente publicado) explora estas ideias, pelo que serve, também, de apoio a esta aula.
O autor centra-se na relação entre novas tecnologias e o consumo doméstico. Tal relação vai-se desenvolvendo nos últimos 200 anos, sendo que se caminha para a chamada “auto-suficiência doméstica” (domestic self-sufficiency).Este período de 200 anos acima referido é divisível em cinco fases distintas:
Como forma de estudar a ligação do indivíduo com a diversidade de novas oportunidades no que concerne inovações tecnológicas no contexto doméstico, o autor levou a cabo um estudo de caso, em finais dos anos ’80. A partir deste, conclui que a novidade e o já estabelecido não se anulam – coexistem. Tal ideia é válida relativamente à domesticidade e formas de consumo com esta relacionadas.