domingo, janeiro 05, 2014
Crítica: "Robin Hood"
sábado, dezembro 14, 2013
Crítica: "O Hobbit - A desolação de Smaug"
sábado, setembro 07, 2013
Notícias: Crítica inglesa desagradada com "Diana"
sábado, novembro 03, 2012
Crítica: "007 - Skyfall"
Em Skyfall, temos um James Bond testado pela passagem do tempo, decidido a cortar laços com o passado e forçado a lidar com fragilidades que o tornam ainda mais humano que os anteriores Bond.
Dos restantes desempenhos, menos destaque para as Bond Girls, que neste capítulo pouco intervêm, e um aplauso para o desempenho de Judi Dench, que mais uma vez interpreta M, desta feita obrigada a lidar um um inesperado fantasma do passado.
Quando a Daniel Craig, James Bond não podia ficar-lhe melhor. Depois de uma excelente interpretação em Casino Royale e de um desempenho menos feliz em Quantum of Solace (responsabilidade partilhada pelo próprio argumento do filme), eis que surge renascido, numa combinação de 007 clássico com a nova onda, mais próxima de Jason Bourne. Um James Bond com consciência, falível, mas ainda assim obstinado e decidido a não parar. Levantamos também a ponta do véu para revelar o "ressurgimento" de Q e Moneypenny, duas figuras clássicas da saga mais longa e bem sucedida do cinema.
Destaque ainda para uma banda sonora liderada pela poderosa voz de Adele, num tema que mistura suspense e dramatismo, dando assim o mote para o filme.
Num todo, Skyfall é um irrepreensível regresso de James Bond à Sétima Arte e uma excelente escolha para os fãs de cinema de espiões.
terça-feira, junho 22, 2010
Crítica: "Ensaio sobre a Cegueira"
É bem conhecida a dificuldade de transformar as palavras em imagens. Adaptar um romance para o cinema implica sempre cedências, fazendo com que se perca este ou aquele aspecto do livro original.
Contudo, isto parece não acontecer em "Ensaio sobre a cegueira". Da obra original de José Saramago, o filme de Fernando Meirelles consegue trazer com aparente simplicidade o trabalho do recentemente falecido Nobel da Literatura para a Sétima Arte. Trata-se de uma magnífica adaptação cinematográfica, com muito poucos aspectos a apontar.
De facto, o maior ponto fraco deste "Ensaio sobre a Cegueira" é mesmo a fraca qualidade da banda sonora, que frequentemente não consegue acompanhar a intensidade das imagens.
Já indiscutível é a qualidade dos desempenhos de Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover e Gael García Bernal, que dão vida de forma coerente e dramática às personagens de Saramago: sem nome mas com identidade.
Igual destaque é merecido pela exímia filmagem de Fernando Meirelles, que capta a essência das palavras em imagens tão aflitivas como cheias de esperança num amanhã em que deixemos as nossas pequenas cegueiras.
quinta-feira, julho 23, 2009
DVD: "Quem quer ser bilionário?"
Foi o grande vencedor dos Oscars 2009, tendo arrecadado os galardões mais importantes: melhor filme e melhor realizador. "Quem quer ser bilionário?" chegou já ao mercado do DVD, e para quem não chegou a vê-lo nas salas de cinema, aqui vai um pequeno empurrão.
Danny Boyle assina a realização de um dos filmes mais surpreendentes dos últimos tempos. Trata-se da história de um jovem nascido num dos bairros de lata de Mumbai. Jamal Malik é um improvável concorrente do famoso programa televisivo "Quem quer ser milionário?". O jovem surpreende tudo e todos ao conseguir a proeza de chegar até à última questão do concurso, arriscando-se a ganhar o grande prémio final.
Sob suspeita de ter feito batota, Jamal acaba por ser obrigado a justificar como um simples "slumdog" consegue chegar mais longe que qualquer outro participante do programa. Mas as respostas estão todas na sua vida, que vamos conhecendo aos pedacinhos, em flashbacks.
E o resultado final é uma obra que mistura o tocante e o chocante, as contrariedades da vida e uma vontade imensa de nunca desistir. Partindo de um conceito simples, com a Índia como cenário, "Slumdog Millionaire" é um filme que vale a pena ver.
terça-feira, maio 26, 2009
"Anjos e Demónios"
Depois do sucesso de "O Código Da Vinci", Ron Howard voltou a dirigir uma adaptação cinematográfica dum livro de Dan Brown. Desta vez, o escolhido foi "Anjos e Demónios".
Contudo, as dificuldades eram muitas. Em primeiro lugar, uma vez que "O Código Da Vinci" já fora lançado, esta nova película surgiria como uma sequela. Contudo, "Anjos e Demónios" é, na verdade, uma prequela, sendo esta a primeira obra em que Dan Brown apresenta a personagem de Robert Langdon.
Depois, surge a necessidade cada vez maior de tornar um filme num sucesso imediato, procurando sempre bater records de bilheteira - e superar o antecessor, já de si muito bem sucedido.
Mas "Anjos e Demónios" não cai no erro da maioria das sequelas, precisamente por ter um guião bem estruturado e muito apelativo. Assim, em lugar de uma mera adaptação de uma obra literária, o conjunto final dá origem ao primeiro grande sucesso cinematográfico deste Verão, por diversas razões. A temática da Igreja e da religião é uma delas (embora tais temas sejam abordados de forma cuidada, sem cair em extremismos). Por outro lado, o elenco, que conta com nomes como Tom Hanks (no papel principal), Ewan McGregor, Stellan Skarsgård e Ayelet Zurer, é bem escolhido, balançando nomes conhecidos com desempenhos credíveis.
Impossível não destacar também a importância dos efeitos especiais, que servem para recriar muitos dos ambientes do Vaticano e de Roma, onde as filmagens são interditadas.
Por fim, interessa ainda falar do papel que a própria cidade de Roma assume ao longo da película, já que a capital italiana é o cenário mais rico e imponente de todo o filme.
De uma forma geral, "Anjos e Demónios" é um bom filme, que conjuga uma história bem constuída e com interesse e consegue captar a atenção do espectador até ao momento final.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
"O estranho caso de Benjamin Button"
David Fincher volta às salas de cinema com um filme extremamente invulgar. O realizador de filmes como "Se7en", "Fight club" ou "Zodiac" traz-nos agora "O estranho caso de Benjamin Button", centrado na história de um homem que nasce destinado a ser diferente.O argumento, a cargo de Eric Roth, forma uma narrativa muito bem construída. A atenção ao detalhe faz com que pequenas cenas ganhem importância de forma subtil. E o desenrolar da acção liga o espectador ao filme, prendendo-lhe a atenção até às cenas finais.
O desempenho de Brad Pitt no papel de Benjamin Button merece destaque. O actor aceita o desafio de interpretar o papel desta personagem no decurso de praticamente uma vida inteira, o que exige um complexo processo de caracterização e uma representação que tem de ter em conta os detalhes característicos da
ambiguidade de ser-se novo na pele de uma pessoa de avançada idade.
Cate Blanchett partilha com Brad Pitt o papel de destaque neste filme. A actriz tem aqui uma interpretação que se pode dizer interessante, embora sem o brilho e o destaque do mencionado actor.
Importa ainda referir a banda sonora da
película em questão. Da autoria de Alexandre Desplat, esta acompanha de forma subtil a maior parte do filme, sem no entanto deixar de ter um papel secundário na maioria das cenas.
De um modo geral, pode dizer-se que vale muito a pena ver este filme, que é o mais nomeado para os Oscars de 2009. Recordemos que "O estranho caso de Benjamin Button" conta com 13 nomeações, entre as quais a de melhor filme, melhor actor principal e melhor realizador.
terça-feira, janeiro 13, 2009
"Austrália"
É um dos títulos fortes em cartaz, neste momento. "Austrália" recorreu a uma forte campanha publicitária, na qual já eram notórias as influências dos grandes épicos de outrora - basta olhar para um dos cartazes do filme para recordar "E tudo o vento levou", por exemplo.
Mas não foi só da publicidade que se serviu este filme. "Austrália" connseguiu o feito de reunir no mesmo elenco nomes fortes do cinema, como são os de Nicole Kidman e Hugh Jackman (ambos nascidos neste continente). Acresce ainda que a realização foi deixada a cargo do conhecido Baz Luhrman, cujos trabalhos anteriores são "Romeu+Julieta" e "Moulin Rouge!".
Há vários aspectos a assinalar neste filme. Em primeiro lugar, a narrativa, algo linear mas desenvolvida num argumento extremamente longo, acaba por cortar o efeito que um filme deste calibre poderia atingir. Por outro lado, "Austrália" tem muito a ganhar com a beleza dos cenários naturais escolhidos, que acabam por fazer deste continente como que uma personagem desta história.
As interpretações principais, a cargo dos já mencionados actores, diferem em termos de intensidade. Assim, enquanto Hugh Jackman surge extremamente realista e à-vontade no seu Drover, já Nicole Kidman parece interpretar apenas mais uma personagem, sem grande garra. A surpresa vai para o pequeno Brandon Walters, no papel do nativo Nullah. A criança é colocada no papel de narrador da história, e fá-lo com surpreendente credibilidade, sem cair no sentimentalismo fácil.
A falta de surpresa no desenrolar do argumento é, sem dúvida, um dos aspectos negativos de "Austrália". A tão usada fórmula "boy meets girl" acaba por ser expectável desde os primeiros momentos do filme.
Outra nota negativa cai no desempenho de Baz Luhrman enquanto realizador. Depois da surpresa que foram os seus dois últimos trabalhos, marcados pela originalidade, Luhrman acaba por recorrer a uma espécie de "piloto automático", sem que se encontrem neste "Austrália" grandes traços característicos.
No seu todo, o filme cumpre no sentido em que entretém a audiência. Já em termos cinematográficos, fica algo aquém das espectativas.
segunda-feira, novembro 10, 2008
"Mamma Mia!"
Considerado por muitos o grande sucesso de bilheteiras deste Verão, o musical "Mamma Mia!" chegou tardiamente às salas de cinema portuguesas. Mas nem por isso deixou de atraír milhares de pessoas, por diversas razões.À primeira vista, poder-se-ia dizer que apenas o elenco - recheado de nomes conhecidos, tais como Pierce Brosnan, Maryl Streep, Colin Firth, Amanda Seyfried ou Stellan Skarsgård - bastaria para chamar a atenção do espectador menos atento. Depois, há também o facto de se tratar de um musical que apela às várias gerações que conheceram os sucessos dos ABBA. A premissa parece ser bastante positiva.
"Mamma Mia!" é a adaptação cinematográfica de um musical (já de si um sucesso), feita de forma inteligente e pautada com um engenhoso sentido de humor e uma frescura já relativamente raros no cinema actual. Para tal, de muito valem os desempenhos dos actores já mencionados, que, de forma algo surpreendente (já tínhamos imaginado Pierce Brosnan a cantar no grande écrã?), parecem ser feitos para este musical. E falando em música, os temas dos ABBA, fortemente utilizados ao longo de toda a narrativa, não estão presentes de forma forçada - pelo contrário: assumem como que o papel principal deste filme.
De referir ainda o cenário idílico escolhido, que oferece à narrativa um tom de frescura e descontracção em tudo coerente com o objectivo do filme.
Da história, bem construída e explorada, basta dizer que se desenvolve em torno de mãe e filha e das questões que surgem a partir do momento em que a mais jovem decide casar e, para tal, procurar o pai que nunca conheceu. Para isso, "desenterra" o antigo diário da mãe e descobre três possíveis candidatos, que vai ter de conhecer e "julgar".
Não é possível deixar ainda de destacar a forma bem humorada e a
té mesmo cómica que assumem determinadas personagens ao longo da trama. Estereótipos bem apresentados e construídos, o grupo de mulheres desempenhado por Julie Walters e Christine Baranski provocam na audiência várias gargalhadas.
Resta apenas acrescentar que, juntando todos estes elementos, podia apenas resultar um sucesso de bilheteira que, em Portugal, continua a levar um considerável número de espectadores às salas de cinema.
Fica agora um dos momentos altos deste filme!!
sábado, agosto 23, 2008
"Get Smart"
O número de comédias em estreia ou a estrear parece crescer exponencialmente nos últimos tempos - embora este seja claramente um dos géneros predominantes no cinema das décadas mais recentes.
"Get Smart", que conta com realização de Peter Segal, é o género de filme a que Steve Carell nos habituou. Trata-se de uma comédia leve, com momentos claramente elaborados de forma a proporcionar a gargalhada simples e fácil. O argumento é construido de modo a equilibrar a acção e a comédia e, embora dentro do género não seja particularmente desagradável, conta sobretudo com os desempenhos dos actores principais para atingir o sucesso.
De facto, Anne Hathaway e o já mencionado Steve Carell não desiludem nos seus desempenhos, conseguindo pontualmente momentos de comédia que ainda surpreendem mesmo as audiências mais assíduas deste género. Mas "Get Smart" não ultrapassa o filme leve da tarde de Verão.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
"Sweeney Todd"
O mais recente filme do realizador Tim Burton consegue a proeza de adaptar com imenso sucesso um musical para o grande écrã. Pode dizer-se que este feito é a continuação de um percurso iniciado em fins dos anos '90, com filmes como "Moulin Rouge" ou "Chicago" a serem premiados com nomeações e mesmo Oscars da Academia.Contudo, "Sweeney Todd" apresenta-nos uma versão muito, muito obscura e sangrenta do lado mais negro da alma humana. É um filme centrado na ideia obcessiva de vingança, de podridão, de treva. E o realizador transporta todos estes sentimentos para os cenários onde filma, trazendo-nos assim uma Londres como nunca a tínhamos visto - uma cidade que guarda em si o pior do ser humano.
Johnny Depp e Helena Bonham-Carter são perfeitos na
construção dos seus papéis. De acrescentar que ambos (à semelhança dos outros actores que também fazem parte do elenco do filme) cantam nesta película, o que confere mais veracidade às suas interpretações. Sweeney Todd, antes conhecido como Benjamin Barker, regressa do exílio extremamente mudado, decidido a conseguir vingança por tudo o que lhe houvera sido injustamente roubado. Mrs. Lovett será a sua aliada, num percurso cada vez mais descendente até ao limite da condição humana.
Contudo, apesar de se impressionar a audiência com um verdadeiro banho de sangue, "Sweeney Todd" termina com uma nota de verdadeira rendição. Como se, mesmo após toda esta viagem interior, fosse possível encontrar algum sentimento, algum amor no ser humano.
Vale a pena ver esta nova colaboração entre Depp e Burton. Vale a pena acreditar que, mesmo que apenas no fim, nos podemos redimir.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
"Expiação"
O mais recente filme de Joe Wright tem vindo a ser reconhecido pelos mais diversos festivais de cinema, bem como nas cerimónias de entrega de prémios. Recordemos que, recentemente, recebeu o Globo de Ouro para melhor filme.Trata-se de uma película que, à partida, irá atraír multidões às salas de cinema: em primeiro lugar, pela escolha dos actores principais, dos quais se destaca Keira Knightley (actualmente, uma aposta ganha em termos de popularidade: a actriz celebrizou-se em "Piratas das Caraíbas" e, desde então, tornou-se uma estrela entre os mais novos). Por outro lado, o que nos é anunciado, tanto no trailer como no resto da campanha publicitária deste filme é uma história de amor impedida pela guerra, um cliché já muito, muito usado por Hollywood que, contudo, não deixa de conseguir o seu objectivo - atrair públicos às salas de cinema.
"Expiação" é como que dois filmes conjugados num só. Numa primeira parte, temos o período que antecede a Segunda Guerra Mundial, em Inglaterra. Num ambiente claramente elitista, dividido entre os previsíveis "ricos" e "pobres", Cecilia e Robbie vivem um amor proibido, que acaba por ser impedido por uma mentira de Briony, a imaginativa irmã de Cecilia. Robbie é preso, Cecilia espera o seu regresso.
É então que a acção salta vários anos, passando para cenários da Segunda Guerra Mundial. Cecilia e Robbie voltaram já a encontrar-se. Como, não sabemos bem. Ainda se amam, mas têm de se separar. Robbie é soldado, irá partir para França. E a guerra continua, num claro apelo aos públicos que gostam de ir ao cinema para ver sangue e destruição. Porque rende.
Temos uma banda sonora extremamente repetitiva, que raramente consegue cumprir o seu papel de conferir às imagens maior densidade dramática.
Contudo, é de destacar a cena em que os soldados chegam às praias de França. A praia, o local da ingenuidade, da pureza, é invadido pela guerra, o que nos é mostrado em apenas uma filmagem contínua. O cenário está realista, numa crueza que recorda os horrores do quadro "As tentações de Santo Antão". É, provavelmente, a melhor cena do filme.
"Expiação" é já um sucesso de bilheteira. Mas não deixa de ser uma narrativa muito pouco linear, claramente dirigindo um apelo à massa de expectadores, em lugar de ser um grande filme.
domingo, novembro 04, 2007
"Elizabeth - A Idade de Ouro"
De volta ao grande écrã está uma das rainhas mais aclamadas da história de Inglaterra: Elizabeth I, conhecida como a "Rainha Virgem". Existem, de facto, várias versões cinematográficas da famosa rainha. Teremos então de destacar "Elizabeth", de Shekhar Kapur que, em 1999, deslumbrou o público e a crítica.Passados oito anos, eis que o mesmo realizador regressa para continuar a história de Elizabeth, quinze anos depois dos eventos a que assistimos no primeiro filme. P
ara tal, reuniu-se a maior parte da equipa principal do filme original, com destaque para Cate Blanchett (no papel de Rainha Elizabeth) e Geoffrey Rush (interpretanto Sir Francis Walsingham). A estes nomes, juntam-se os de Clive Owen (enquanto interesse romântico do filme, na pele do pirata Walter Raleigh) e Samantha Morton (no papel de Mary Stuart), entre muitos outros.
O filme respira a atmosfera da época, sendo que pretende exacerbar as dificuldades de coexistir o papel de rainha de um país em convulsão, em simultâneo com o de ser humano . Cate Balnchett volta a brindar-nos com uma brilhante exibição, fazendo-nos sentir a viagem emocional da sua personagem até ao mais íntimo dos seus segredos. Clive Owen é ainda uma feliz surpresa, após alguns papéis menos bons que interpretou na sua carreira.
"Elizabeth - A Idade de Ouro" leva ainda o espectador a acompanhar uma época difícil para a Inglaterra, a braços com questões internas e que se vê confrontada com um dos maiores impérios da época. De momentos intimistas a cenas épicas de batalha, o filme evolui aos poucos até prender por completo o espectador na sumptuosa batalha final, que culmina com um metafórico esmagamento da maior armada do mundo.
domingo, setembro 30, 2007
"Ultimato"
A terceira parte da saga de Jason Bourne chega aos cinemas com a responsabilidade de superar o êxito de "Identidade Desconhecida" (2002) e "Supremacia" (2004).Com Matt Damon, o actor mais rentável da actualidade a encabeçar o elenco e Paul Greengrass na cadeira de realizador, "Ultimato" consegue superar espectativas e deixar a audiência presa ao écrã do primeiro ao último segundo da película.
Mais uma vez, Jason Bourne vê-se confrontado com fantasmas de um passado do qual não se consegue recordar. Assombrado por rastos de "flashbacks" que, periodicamente, lhe surgem, Jason é novamente perseguido pela própria CIA, sem intenções de deixar escapar o seu ex-agente.
Surgem ainda com grande destaque os papéis de Joan Allen (a agente Pamela Landy), Julia Stiles (Nicky Parsons, ex-colaboradora do projecto Treadstone, que treinou agentes como Bourne para se tornarem assassinos) e David Strathairn (o novo "vilão", que irá perseguir Bourne e tentar matá-lo sem olhar a meios).
No seu todo, "Ultimato" é um espectacular exemplo de um bom filme de suspense e perseguição. Com personagens credíveis e sempre muito, muito humanas, a película é contada em tons de dúvida e incerteza, culminando com os incríveis últimos minutos, que encerram na perfeição a história de Jason Bourne, o homem que foi treinado para matar mas que decide não mais o fazer. Para aqueles que ainda não viram o filme, recomendamos especial atenção à fantástica cena final, em que imagem e música se juntam para um resultado de cortar a respiração.
Deixamos agora algumas imagens deste filme, que aconselhamos vivamente!